Moramos
num Estado com crianças crescendo em dois mundos
distintos. Um com direitos sociais, jurídicos e econômicos
de estudar, ter um teto, alimentação, boas
roupas, brincar. O outro, com o "direito" ao analfabetismo,
à fome, ao frio, às estrelas ou à chuva
como abrigo.
O resultado disso todos nós conhecemos: as pessoas,
principalmente as do primeiro grupo, estão proibidas
de sair às ruas com tranqüilidade, para o lazer,
trabalho ou um simples exercício, sob pena de assaltos,
seqüestros, latrocínios e outros delitos.
No entanto, o que não conseguimos observar nessa
hora, é que a causa que levam o sujeito a este delito
(na maioria das vezes crianças e adolescentes do
segundo grupo) teve origem na situação familiar
e na sua criação, marcada pela falta de assistência,
fome, impossibilidade de estudar, falta de perspectivas
e outras carências.
Sensibilizados
com estas desigualdades e com os fatos geradores desta exclusão
social, um grupo de pessoas, definidos como sócios
fundadores, liderados pelo Agente Fiscal do Tesouro do Estado-RS,
Marco Antonio Rio Branco Martins, foram além do discurso
e decidiram agir e criaram em 08 de agosto de 1995, a Organização
Beneficente Vida Viva.